quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Destino certo para o seu lixo eletrônico

Segundo a ONU, são gerados 40 milhões de toneladas desse material mundialmente

Texto e foto por Ana Paula Caggiano

Quando se houve falar em reciclagem, a maioria das pessoas pensa que é apenas separar materiais como plástico, vidro, papel e alumínio. Mas não é só isso. É comum encontrar jogados em beiras de córregos e terrenos baldios aparelhos de televisão, rádio, celulares, monitores e CPUs de informática, entre outros, que são chamados de lixo eletrônico, ou seja, produtos elétricos e eletrônicos descartados.

Quantos desses aparelhos você já teve ou ainda tem, que por não terem mais a funcionalidade, você deposita em lixeiras comuns ou abandona por aí? Até porque não há ou é pouco divulgada a informação sobre para qual local exato se pode enviar esses tipos de materiais. Além do mais, eles contêm componentes tóxicos, como, por exemplo, chumbo, cromo e níquel, que são prejudiciais ao meio ambiente e à saúde se expostos em lugares inadequados, principalmente as pilhas e baterias.

Segundo um relatório divulgado neste ano pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil joga anualmente no lixo 96,8 mil toneladas de computadores. Também foi considerado o país emergente que mais abandona geladeiras e é um dos líderes em descarte de televisores, celulares e impressoras. Estima-se que, no mundo, são gerados 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano.

O Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática (Cedir), da USP, é um projeto que recolhe descartes de PCs, monitores, mouses, teclados, impressoras, disquetes, CDs etc. No Dia do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, 200 funcionários do Centro de Computação Eletrônica (CCE) fizeram uma coleta no campus que resultou em cinco toneladas de lixo eletrônico e, ao oferecê-lo à empresas, descobriram que era pouca a quantia paga, apenas R$ 1,2 mil. “Nunca pensamos que cinco toneladas de lixo valessem tão pouco! É por isso que o Centro está aqui para recolher e separar as peças para vender às empresas específicas”, diz a diretora e professora do projeto, Tereza Cristina Carvalho.
Caixa com disquetes no galpão do Cedir

De acordo com Tereza, as empresas de reciclagem trabalham somente com um tipo de material que lhe interessa, e o resto é jogado fora. Então, em 2009, depois de várias pesquisas e contatos, o CCE, que já tinha um Programa de Sustentabilidade que reaproveita materiais de informática, teve o apoio dos pesquisadores do Massachussetts Institute of Technology (MIT), dos Estados Unidos, para o projeto.

Os equipamentos que estiverem em condições de uso são recuperados e doados para ONGs e projetos sociais. Os que não têm mais utilidade têm um descarte adequado que inclui desmontagem, classificação e pesagem, sendo assim, enviados aos recicladores de acordo com o tipo de resíduo, como, por exemplo, placas, metais, vidros e plásticos. “Temos quatro pessoas que separam as peças. Aqui tudo é aproveitado”, afirma a diretora.

O consumo de vários aparelhos eletrônicos que depois de algum tempo caem em desuso se dá pela busca de status, o que gera um descontrole. “Torna-se uma banalização o consumismo exagerado das pessoas, principalmente quando envolve crianças, porque hoje elas preferem ganhar celular do que brinquedo”, conta a especialista em gestão ambiental do Cedir, Neuci Bicov Frade.

Algumas empresas como AOC, Phillips, HP e DELL recolhem os aparelhos de suas marcas. O Cedir recebe somente materiais de informática de pessoa física, e quem quiser doar é só entrar em contato pelos telefones: 3091-6454, 3091-6455 ou 3091-6456. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h00 às 18h00 e também pode ser feito pelo e-mail consulta@usp.br.

Um comentário:

  1. Olá Ana Paula, tudo bem?

    Meu nome é Paula e trabalho na Sala de Imprensa Assessoria. Estou atualizando meu mailing e gostaria de ter seus contatos.

    Muito Obrigada!

    Beijo.
    meu email é: paula@saladeimprensaassessoria.com.br

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