segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Como seguir em frente depois que o relacionamento acaba?

Encarar a separação como um momento de passagem, e não de perda, é a melhor opçãoPor Ana Paula Caggiano
Juras de amor, promessas e planos futuros juntos... não mais. Como lidar com o término de um relacionamento, independente do motivo que levou cada um para o seu lado, depois de construir uma história como casal? Apesar de ser doloroso, não é o fim, e sempre é possível dar a volta por cima.

Para o psicólogo especialista em relacionamentos amorosos, Thiago de Almeida, a separação é uma possibilidade, mais cedo ou mais tarde ela pode acontecer para qualquer casal. “O rompimento faz a pessoa mudar para o bem ou para o mal, de acordo com a maneira como cada um encara, podendo ser uma forma positiva de amadurecimento e experiência ou negativa, como uma derrota pessoal, de perda e insegurança”, avalia.

Foram oito meses de relação e há dois meses a estudante Ana Santos, 21, rompeu o namoro e diz que soube administrar a dor. “Não acho que precisamos sofrer para aprender a lição. Um fim de namoro é muito triste e saímos machucados. Mesmo assim, aprendemos a lidar com algumas situações que são rotineiras em um ponto final de uma relação”, diz.

“Em meu consultório, realizo o tratamento para as pessoas que sofreram com um rompimento, aprenderem a lidar melhor com a situação de perda. Assim como cada caso é um caso, cada dor relacionada ao rompimento é única e varia de pessoa para pessoa. Para alguns, é um alívio, para outros, uma dor. Também oriento de que não é uma situação de perda duradoura, e sim, de abatimento momentâneo, porque mesmo que seja doloroso não é o fim, e esta situação pode evidenciar inúmeras outras oportunidades de desenvolvimento pessoal e social, antes não observadas”, explica o psicólogo.

Além disso, quem enfrenta a separação, antes de chegar a aceitação desta condição passa por algumas fases: a negação, em que não acredita-se que o relacionamento acabou e não se aceita da situação; a raiva, ao perceber que o outro não quer voltar; a depressão; e a barganha, quando se pede ou faz promessas a Deus ou alguma entidade divina para conseguir um amor. Por fim, a aceitação, quando é dado um tempo a nós mesmos para lidar com cada etapa, retornando à vida e seguindo em frente.


Nada como o tempo para superar e seguir adiante
De acordo com o profissional, assim como uma relação precisa ser construída, uma separação também. Entretanto, não existe um jeito certo ou errado de romper um relacionamento, mas a atitude positiva e até saudável de se fazer isso é ter uma conversa sincera e sem culpa. São as mulheres que, na maioria dos casos, tomam a iniciativa de pôr um ponto final, pois elas valorizam mais a qualidade da relação do que os homens, que visam a quantidade. “A verdade é que nos recusamos a encarar o momento da separação tal como ele é, como uma passagem”, conta.

“Acredito que nada é insuperável. Se ainda gosto da pessoa, fico triste por um tempo, mas depois procuro conhecer outras pessoas e sair com os amigos”, afirma a estudante, que busca meios para se distrair e não pensar no fim da relação.

Marco Aurélio Dias dos Santos, 25, diz que ficou decepcionado com término do namoro, que durou quase três anos, pois sua ex-namorada não soube explicar a razão da separação. “Foi bem difícil, sofri muito e até hoje eu não sei o porquê direito, mas soube superar e o tempo só ajudou. Saí com meus amigos, fiz novas amizades e conheci outras garotas. Vejo isso como uma lição, porque aprendemos de fato a seguir adiante quando caímos e levantamos”, diz.

Para dar a volta por cima, as dicas são: não provocar desentendimentos, nem tentar enciumar o parceiro ou praticar chantagens emocionais; dar um tempo para reavaliar a situação e se recompor; sair e ficar perto dos amigos; se refazer completamente, antes de começar um novo relacionamento; e lembrar que o vazio que fica pode ser preenchido, a seu tempo, com novos compromissos, novas pessoas e novos projetos para o futuro.

Um comentário:

  1. Ana Paula,

    Não houve um só dia em que não entrasse no google com a mesma frase de pesquisa "Como superar o fim de um relacionamento". Lí diversos posts, diversos sites, trechos de livros, estou quase um especialista no assunto. Recebi diversos conselhos de amigos, colegas e até sessões com uma psicológa eu já tive. Passei noites sem dormir, acordando pela madrugada em busca de algum consolo, algum alívio. Até tarja preta eu faço uso. Mas o fato é que embora a dor tenha moderado, ela não não me deixa. Há um mês terminei um relacionamento, me arrependi e em menos de uma semana depois quis voltar e ele não quis mais. Meu mundo desabou, sério, cheguei a ver o que tem embaixo da lama do fundo do poço e não é legal. Nesse meio tempo, fiz de tudo, saí pra festas com amigos, bebi, e até droga (extase) eu usei, tudo na busca de esquecer, de aliviar, de deletar essa dor do coração. Não estamos mantendo nenhum contato, tenho resistido em olhar as suas publicações em redes sociais, fiz mais que isso, o excluí do facebook, Gmail e MSN, seguindo conselhos de amigos. E não tivemos aquela famosa conversa final. Não sei o que ele pensa, o que etá fazendo, o que está sentindo e tão grande quanto a dor da perda é a dor da dúvida, da espera. O celular nunca toca, as mensagens que antes eram constantes nunca chegam, enfim... tenho medo de que isso seja eterno. Lendo seu post, foi a primeira vez que senti vontade de fazer algo por mim, de dar a volta por cima, de superar de vez o fim dessa relação e seguir minha vida. A psicologa sempre responde minhas perguntas com outra, meus amigos sempre dizem que vai passar, meus pensamentos sempre me levam a ele e eu "eu mesmo" de fato não sei o que fazer...
    Por favor me ajuda?

    hermesoneo@hotmail.com

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